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Cantoplastia: quando a unha encravada deixa de ser “só estética” e vira um problema de saúde

Quem já sofreu com uma encravada sabe: não é “frescura” e nem apenas uma questão de aparência. Uma unha que cresce e “entra” na pele pode causar dor ao caminhar, causar dor, inchaço, ferida com desconforto e até atividades limitadas simples do dia a dia. Do ponto de vista médico, o quadro é conhecido como onicocriptose e, quando há infecção e infecção, a tendência é piorar com experiências caseiras, cortes inadequados e sapatos apertados.

Na prática, uma unha encravada pode virar um ciclo: fazer, inflamar, melhorar um pouco, voltar a fazer. Em muitos casos, o problema é na “lateral” da unha (o canto), no formato da lâmina, na anatomia do dedo, ou na maneira como a unha é cortada e como o pé é comprimido no calçado. É por isso que, para quem tem reprodução do quadro, a solução definitiva costuma exigir correção do ponto que encrava — e não apenas “tirar um pedacinho” quando a dor aparece.

O que é cantoplastia (e por que ela é considerada um caminho mais definitivo)

A cantoplastia é um procedimento cirúrgico de pequeno porte, feito para corrigir o encaixe inadequado de uma prega lateral. Em termos simples: remova-se uma parte de uma unha que está machucando (e, em alguns casos, trate-se a matriz daquele canto para reduzir a chance de uma unha voltar a crescer do mesmo jeito). O objetivo é aliviar a dor, controlar a inflamação e diminuir as recidivas.

Na literatura, abordagens associadas à correção do “canto” e à matriz (como procedimentos de matricectomia química com fenol ou hidróxido de som) são amplamente descritas com justiça para reduzir a recorrência em comparação com retirar a um sem tratar a origem do crescimento. Estudos e revisões discutem taxas de recidiva variáveis ​​​​conforme técnica e seguimento, mas o ponto central é que tratar a matriz/lateral costuma ser mais eficaz do que medidas isoladas e repetidas.

Quando a cantoplastia costuma ser indicada

De modo geral, ela é considerada quando há dor persistente, ocorrência recorrente, episódios repetidos de infecção, dificuldade para calçar sapatos, limitações para trabalhar/treinar, ou quando tratamentos conservadores não resolvem. A Sociedade Brasileira de Dermatologia descreveu que o tratamento cirúrgico busca desobstruir a passagem de uma, retirando o canto que encrava e, quando necessário, a matriz responsável por aquele crescimento.

Como é o procedimento e como é a recuperação

Em consultório/ambiente adequado e com técnica asséptica, normalmente é feita anestesia local, correção do canto e terapêutica. O pós-procedimento exige cuidado com higiene, curativos e acompanhamento para avaliação de cicatrização e prevenção de infecções. Também é relevante o alerta de que antibiótico oral não é automaticamente necessário em todos os casos — a indicação depende da avaliação clínica (por exemplo, presença e extensão de infecção).

Na Concept Clinic, em São Luís (MA), a avaliação começa pelo entendimento do seu caso: há quanto tempo isso acontece, quantas vezes voltou, como está a pele ao redor, quais hábitos (corte da unha, tipo de calçado) podem estar agravando e qual técnica é mais adequada para reduzir a recorrência com segurança.

“Não é só dor no dedo: é qualidade de vida”

Sérgio Adrianny, médico responsável pela Concept Clinic, o maior erro é normalizar o sofrimento: “Uma encravada não é um detalhe estético quando está inflamada. É um problema que limita a pessoa, altera a rotina e, em alguns casos, abre porta para infecções repetidas. O objetivo da cantoplastia é tratar a causa, com técnica e segurança, para devolver conforto e liberdade ao paciente.”

Ele também reforça que cada caso precisa de conduta individual: “Nem todo quadro exige o mesmo tipo de correção. O exame local e a história do paciente definem o melhor caminho — e isso faz diferença tanto no resultado quanto na chance de recidiva.”

Sinais de alerta: quando não adiar a avaliação

Procure avaliação profissional se houver: dor intensa, pus/secreção, mau cheiro, aumento rápido do surto, lesões que se espalham, febre, ou se você tem diabetes, problemas vasculares, imunidade baixa ou histórico de feridas que demoram a cicatrizar. Nessas situações, “mexer em casa” aumenta o risco de complicação e prolonga o sofrimento.

Prevenção ajuda, mas nem sempre resolve sozinho

Cortar uma reta (sem “cavar” os cantos), evitar sapatos muito apertados e manter os pés secos pode reduzir crises em casos leves. Mas, se o formato da unha e o encaixe no dedo favorecem o encravamento, a prevenção isolada pode não impedir que o problema volte — e é aí que a cantoplastia entra como alternativa segura e mais definitiva, quando indicada.

Avalie seu caso na Concept Clinic

Se você convive com dor, introdução e repetição de uma encravada, a melhor decisão é parar de “apagar incêndio” e resolver a causa. Agende uma avaliação na Concept Clinic (São Luís-MA) e entenda se a cantoplastia é indicada para o seu caso, quais cuidados são necessários e como voltar a caminhar com conforto e segurança.

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